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Avatar
Estado de embasbacamento! É nessa condição que estou após assistir ao
filme Avatar, do visionário diretor, roteirista e produtor James Cameron.
Um filme impressionante! Avatar já estava na mente do diretor há muitos
anos (aprox. 14 anos) porém a tecnologia não estava a altura da sua
imaginação, por isso, o projeto foi arquivado. Depois de assistir ao
personagem Gollum no segundo filme da trilogia do anel, Cameron se
convenceu de que seu projeto poderia sair do papel e se tornar um bom
filme, nas palavras dele: “um filme que eu gostaria de ver”.
A história do filme não é nenhuma novidade, Jake Sully (Sam Worthington) é
selecionado para participar do programa Avatar em Pandora, um planeta
(lua?) distante rico em fauna e flora e unobtanuim, um metal valioso que
atrai a atenção de uma mineradora da Terra. Pandora é também o lar dos
Na´Vi, cuja cultura e existência é ameaçada pela expansão humana. Nesse
cenário, Jake Sully, um fuzileiro naval paraplégico, chega para auxiliar
uma equipe de cientistas, controlando a distância seu avatar: um corpo
Na´Vi projetado para que ele possa se integrar à cultura local. Mas com os
interesses crescentes no planeta e a impaciência militar, Jake terá que
escolher o lado que tomará no inevitável conflito.
Mesmo com sua obviedade, o filme vale à pena, afinal você nunca viu
Pandora, um lugar impressionante onde os seres vivos vivem em harmonia e
de certa forma conectados fisicamente e espiritualmente. Cameron cria todo
um eco sistema que surpreende nossos olhos com a perfeição dos detalhes. E
não era para menos, pois ele criou tecnologia do zero para fazer essa
beleza virtual ser tão real. O filme é mais da metade feito em computação
gráfica, mas não parece, os Na´Vi são muito reais, aliás, tudo em Pandora
é muito real, a ponto de nossos olhos não conseguirem discernir o que é e
o que não é real.
Confesso que hoje 22/12/09, estou me sentindo enojado de ser homo sapiens,
que na verdade tem se comportado como homo demens (L. Boff). Vendo a
invasão e a exploração humana em Pandora é inevitável não pensar que isso
aconteceu e acontece de fato e de verdade em nosso mundo capitalista
selvagem. Onde os mais fortes subjugam os mais fracos. O filme é uma
crítica a essa exploração em nome do progresso. E aqui eu penso, vendemos
a alma pro diabo em troca do progresso. Destruímos o planeta, escravizamos
semelhantes tudo em troca do “progresso”. Sinto-me enojado porque de certa
forma faço parte dessa engrenagem suja. Pois sou um poluidor, consumidor e
desfrutador de tudo o que o capitalismo me oferece e não sei como sair
dessa, alguém sabe?
Pandora é uma espécie de Éden, onde todos vivem em harmonia. Foi assim que
Deus planejou sua criação: a harmonia entre os seres vivos nesse planeta
chamado Terra! Desviamos-nos desse propósito, mas Ele garantiu em sua
palavra que essa harmonia voltará e tudo será como sempre devia ser. Mas é
claro, isso não nos impede de lutarmos, aqui e agora, por um mundo melhor
e harmônico.
Rodrigo "Bibo" de Aquino
é formado em Teologia pela Faculdade Luterana de Teologia
e licenciando em Filosofia. Atua no CEEDUC | Centro Evangélico de
Educação e Cultura
– Faculdade Refidim, como professor e pesquisador e no SETESC como
professor convidado.
Também é comunicador da rádio 107,5FM, com programas que unem cultura,
entretenimento e espiritualidade. É co-criador do portal
www.formulados.com.br.
Seu primeiro livro se chama: Rascunhos da Alma: reflexões sobre
espiritualidade cristã - Editora Refidim
Referência ABNT: AQUINO, Rodrigo de. Avatar. Disponível em:
<http://ocioteologico.blogspot.com:80/2009/12/avatar.html>. Acesso em: <16
de janeiro de 2010>.
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